Os anos 80 deram ao mundo os grandes penteados de laca, os ombros almofadados e o inicio de uma tecnologia revolucionária. O que começou por existir no seio de uma pequena comunidade de entusiastas depressa ganhou estatuto de tecnologia do futuro e hoje a impressão 3D é, indubitavelmente, uma das ferramentas mais criativas que as indústrias possuem. Mas quais as implicações desta técnica liberalizadora da manufactura? FABRICATED: The New World of 3D Printing responde.

O futuro está à distância de um clique e nada mais próprio de ser aplicado quando o tema é impressão 3D. Hod Lipson e Melba Kurman, autores do FABRICATED: The New World of 3D Printing, o primeiro livro dedicado a explorar a temática desta tecnologia, referem o nascimento da matéria programada ou da inteligência dos materias quando classificando as potencialidades da tecnologia.

O campo médico foi das primeiras indústrias a utilizar em seu proveito a nova tecnologia. A aplicação ocorre em objectos do dia-a-dia, como aparelhos dentários feitos à medida de cada paciente ou coroas, mas avançam a passos largos para serem aliados em cirurgias. Uma das referências mais significativas a reter é o facto de serem poderosos aliados pela possibilidade de serem impressas parte do corpo humano. Este aspecto tem sido, pouco a pouco, testado e tudo indica que, o desenvolvimento a passos largos desta tecnologia, chegará ao ponto de reproduzir, fielmente, membros artificiais, células e tecido humano com o uso de bio-papel e bio-tinta.

A impressão 3D é especialmente atractiva a todas as indústrias, negócios ou individuais que baseiem as suas necessidades em objectos costumizados, éticos ou sustentáveis, tendências emergentes no consumo.

As vantagens que esta tecnologia apresenta são elevadas e muito apetecíveis. De forma global, estes são os 10 princípios que os autores referem no livro:

1. Fim da complexidade na manufactura – Fabricar um objecto de design específico ou intrincado não requer mais tempo, capacidades técnicas ou custos do que imprimir um objecto simples. O fim da complexidade irá interferir com os modelos tradicionais de pricing e alterar a forma como se calcula o custo da manufactura.
2. Variedade gratuita – As impressoras 3D permitem a impressão de objectos de variadas formas, ao contrário das inúmeras limitações das impressoras tradicionais. Este tecnologia retira assim os custos indirectos associados ao re-treinamento de mecânicos humanos ou ao reajuste das máquinas de fábrica redireccionando os limites das alterações para o programa de design CAD.
3. Não necessita de montagem – A impressão 3D pode criar objectos que já possuem partes interligadas o que significa menos cadeias de fornecimento e redução de custos.
4. Tempo de espera zero – As impressoras 3D podem imprimir no local e em pouco tempo. Esta capacidade permite às empresas reduzir a necessidade de stock, impedir que tenham grandes percas de lucro por demasiado stock, responder mais acertivamente aos pedidos dos consumidores e permitir uma redução de custos no envio de materiais para longas distâncias.
5. Design ilimitado – As tecnologias manufactureiras tradicionais podem produzir apenas um repertório finito de formatos. No caso da impressora 3D não se aplica e as possibilidades são infinitas.
6. Habilidades manufactureiras não requeridas – As máquinas de manufactura tradicional precisam de intervenção humana com conhecimentos técnicos. As impressoras 3D regem o seu funcionamento através de inputs digitais.
7. Manufactura portátil – As impressoras 3D têm maior capacidade de produção do que as máquinas tradicionais e podem ser movidas de forma livre permitindo que, em qualquer lugar, seja colocada em prática a sua função.
8. Menos desperdício – No processo tradicional, cerca de 90% do material utilizado no fabrico do objecto é desperdiçado ao passo que, através da impressão 3D, todo o material é aproveitado.
9. Infinitas combinações de materiais – É dificil misturar diferentes materiais para formar um único objecto utilizando as máquinas actuais. À medida que as impressoras 3D se vão desenvolvendo, ganham a capacidade de explorar novas composições.
10. Réplica precisa – As impressoras 3D têm a capacidade de imprimir inúmeras vezes um mesmo objecto sem que perca qualidade. Com a evolução desta tecnologia será, em breve, possível passar a scan, editar e duplicar objectos reais.

Dados todos os benefícios da impressão 3D face à tradicional indústria manufactureira, as impressoras 3D fazem o seu percurso até aos particulares. Empresas como a Makerbot e a 3D Systems estão a tentar que, o individuo comum, seja portador do milagre da reprodução 3D. Irão ser bem sucedidos? Terry Wohlers, analista das indústrias citadinas, diz que não defendendo que “most consumers will never own or operate a machine to produce these products. Instead, they will go to Shapeways, Amazon, or to another service or storefront to purchase these products.” Segundo o especialista, quem adquirir esta tecnologia é um puro entusiasta e esses formam um nicho.

A generalização desta tecnologia vem, segundo Lipson e Kurman, levantar questões de ética e legais. Interessa introduzir as patentes, copyrights e marcas registadas cuja lei não existe aplicada à impressão 3D; interessa explorar o caso do mercado negro, onde poderá proliferar droga ou partes de órgãos humanos impresso, e a não regularização ou controlo rigoroso de produtos impressos.

O advento e massificação da impressão 3D tem suscitado muito interesse pelas potencialidades, quase, infinitas que oferece. Há que aplicar em ciências que valorizem o seu uso em prol de um bem comum ou na reestruturação de um campo manufactureiro que traduza o trabalho na valorização do consumidor e do meio ambiente. No entanto, o reverso procura o seu beneficio e a proliferação de contrafacções e objectos perigosos aos humanos será uma realidade a ter em conta.

A história, a tecnologia, os benefícios e os perigos. FABRICATED: The New World of 3D Printing poderá ser o guia mais avisado para o que o futuro nos reserva.

Consulte também:
3D Printing: What’s New?
Tendências 2013 – Impressão 3D: Tudo o que imagina é real

Quando F. Scott Fitzgerald escreveu The Great Gatsby, em 1925, foi altamente aclamado entre os seus pares e descrito, ao próprio Fitzgerald, como a sua obra-prima. Mas nunca alcançou a tão desejada estabilidade financeira.

Quase um século volvido e nunca tanto sucesso o livro alcançou como agora. O filme de 1974, com Robert Redford e Mia Farrow, teve um desempenho aquém das expectativas e nunca chegou a suscitar o interesse que a nova versão de Baz Luhrmann tem gerado no último ano. Foi pelo seu anúncio que a loucura dos anos 20 voltou às luzes da ribalta.

O fascínio que completa uma época de excessos em tudo se relaciona com o lado boémio e opulento da vida. O glamour e exuberância das festas onde o champanhe nunca parava de correr nas taças de cristal, o jazz nunca deixou de tocar freneticamente para que mulheres com uma nova moda e liberdade dançassem à luz dos luminosos lustres, os carros ganharam a velocidade a que a vida ocorria – furiosa.

Contagiados pelo brilho de Jay Gatsby, Daisy e dos loucos anos 20 fazemos uma selecção de artigos para entrar no espírito.

Anos 20

1.Tealight Flor Nácar Ouro (9,99€) na Zara Home;
2. Copos de Martini Barmaster, Conjunto de 4 ($39.99) na Mikasa;
3. Fonógrafo amplificador de iPhone ($287) na Etsy;
4. Chandelier Noir Lighting Ice ($1,080) na Layla Grayce;
5. Mesa de Café espelhada “Amelie” (788.85€) na Neiman Marcus;
6. Espelho dourado LEVANGER (149,97€) no Ikea;
7. Moldura dourada (19,99€) na Zara Home;
8. Puxador transparente (12€) na Anthropologie;
9. Jazz Masters Box (6CDs) (15,99€) na Fnac.pt;
10. conjunto de cinco obras de F. Scott Fitzgerald [The Beautiful and Damned, The Great Gatsby, Tales of the Jazz Age, Tender is the Night, This Side of Paradise] com pintura inspirada na primeira edição do The Great Gatsby ($195) na Juniper Books;
11. Bandeja espelho envelhecida (39,99€) na Zara Home;
12. Caixa cor de ouro (29,99€) na Zara Home

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DESIGNERS #1 Pintura “Alive Without Breath” Keng Lye é um artista de Singapura que se destaca na criação de pinturas hiper-reais da vida marinha. Utilizando uma técnica morosa e de extrema dedicação à arte, Lye pinta pormenores em diferentes camadas de acrílico e resina. Camada a camada a imagem ganha vida e cor. No final, …

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As exuberantes e excessivas festas dos loucos anos 20 recomeçam no Harrods onde Jay Gatsby é anfitrião. The Great Gatsby Cocktail Pop-Up at Harrods celebra o, muito antecipado, filme de Baz Lurhmann com uma viagem no tempo ao local onde o champanhe corria abundantemente nas taças de cristal, mulheres de penas na cabeça, saias de franjas e grandes colares de pérolas dançavam sob o brilho dos enormes lustres de cristal e eternizavam o excesso da sua juventude ao som electrizante das bandas de jazz.

De 9 a 20 de Maio, a actual zona underground do Tasting Room e Wine Shop do Harrods, foi transformada num opulento pop up bar art déco que irá oferecer aos visitantes uma experiência, ao nível de todos os sentidos, da extravagância dos anos 20.

Hoje, 10 de Maio, as portas do pop up bar serão de acesso exclusivo a quem tiver o bilhete dourado. No luxuoso bar terá lugar um evento, para o qual foram colocadas à venda entradas, e onde a emersão na era do Jazz promete ser intensa e vibrante. Para descobrir a arte do cocktail, será leccionada uma masterclass pelo lendário Wayne Collins e outros especialistas em misturas das marcas Courvoisier, Hendrick’s, Johnnie Walker e Martini que colocarão um twist deste século em algumas misturas clássicas. Deliciosos canapés farão as delicias dos paladares mais exigentes. Actuações de teatro, ao estilo da época, trarão a cultura mas o espírito só estará completo com o Jazz Band Trio.

Um pop up concept bar para viver em pleno como se ainda estivesse em 1920. Por tempo limitado.

The Great Gatsby Cocktail Pop-Up at Harrods | espaço aberto ao público | 9 a 20 de Maio 2013
Evento | 10 de Maio | 19h00 às 21h00 | The Wine Shop, Lower Ground Floor | £50 bilhete por pessoa com reserva através do nº. 020 7893 8777 ou email wineshop@harrods.com

Harrods, 87-135 Brompton Road, Londres
Harrods


imagens via Teatimeinwonderland.com

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DESIGNERS #1 Design . Arte “Omer Haciomeroglu é designer pelo bem da humanidade” Primeiro chegou o amor à arte que o impelia a desenhar e esculpir tudo o que a sua imaginação ditava. Depois surgiu o design industrial como um meio de resolver problemas. Actualmente alia todas as suas paixões e um fascínio pela ciência …

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