PopAttack Mag #12

ZINE_12

DESIGNERS
#1

Música

“My God is the Sun”

No passado mês de Março, perante 50.000 brasileiros em êxtase, os Queens of the Stone Age tocaram “My God is the Sun”. O público do festival Lollapalooza Brazil foi o primeiro a ouvir o single que anuncia o mais recente álbum. O lançamento de “…Like Clockwork”, a 4 de Junho, vem quebrar um hiatus de dezasseis anos (a última gravação data de 2007 com “Era Vulgaris”).

Para além de ser um novo trabalho dos QOTSA, o que já diz bastante, outro ponto é de referir quando se refere o buzz que tem gerado este lançamento. A lista de convidados é, no mínimo, interessante: David Grohl, Nick Oliveri, Trent Reznor, Alex Turner, Jake Shears e Elton John.

Porque recomendamos

Há um hábito geral de referir “um dos álbuns mais aguardados do ano” em quase todos os lançamentos. Salvo raras excepções esta frase é aplicada às nossas exigências. Esta é uma delas. Queens of the Stone Age é uma das bandas favoritas por cá e não poderiamos ser indiferentes ao mais recente single. Boa notícias! Excelente é que podem ser vistos ao vivo ainda este ano em Portugal – marcado na agenda: Super Bock Super Rock dia 20 de Julho.

Enquanto não chega a data fica para ouvir “My God is the Sun”

#2
Arte

“i prefer drawing to talking”

Alexandra Levasseur [http://alexandralevasseur.com/] é uma artista canadiana que se ilustra pedaços das memórias da sua infância, experiências de amor, tristeza e solidão, reacções ao ambiente que a rodeia. Tudo é gerador de imagens que habitam um imaginário pleno de dinamismo e emoções. A figura feminina, central à história, é apresentada sempre em dualidade como que tendo a alma fragmentada por intermédio de sentimentos sofredores.

Porque recomendamos

As imagens que Alexandra cria são um excelente veículo de inspiração por todo o ambiente e imaginário que transmite. Os tons pastel, os elementos elaborados e, sobretudo, a fragilidade das protagonistas conjuga tudo em algo de delicioso.


imagens via Alexandra Levasseur

COMUNICAÇÃO
#1

Gastronomia

“Peixe dá à costa em Lisboa”

O evento alfacinha que coloca o peixe na boca do mundo começou na Quinta-Feira (4 de Abril) e termina este Domingo (14). A sexta edição do “Peixe em Lisboa” apresenta menus de degustação em 10 restaurantes reconhecidos pela crítica, apresentações ao vivo e aulas de cozinha, para adultos e miúdos, por chefes nacionais e internacionais de renome, provas de vinho, concursos e desafios para novos talentos na área gastronómica, zonas lounge e música ambiente.

Consulte o programa completo em Peixe em Lisboa

04-14 de Abril
Pátio da Galé / Terreiro do Paço
Horário: 12h00 às 24h00
Preço de entrada: 15€

Porque recomendamos

O evento onde Lisboa coroa o peixe como rei e os visitantes podem comer como abades é do agrado de todos. A organização preparou um festim para todos os sentidos: quer seja o paladar, a visão, o tacto, o olfacto ou a audição todos são intervenientes e saiem de barriga cheia.
Para desfrutar até Domingo com dias de sol na despedida.

#2
Arte

“Ocupações Temporárias”

A activista cultural Elisa Santos iniciou em 2010 o projecto “Ocupações Temporárias” que se repetiu por mais dois anos no Maputo. A intervenção reflectida no espaço público da cidade teve como primeiro tema o património público da mesma; o segundo recaiu na exploração da precariedade, perda de segurança, liberdade e cidadania no âmbito dos ataques às Twin Towers em Nova Iorque (2011); a terceira edição realizou-se com o patrocínio dos Programas Gulbenkian Próximo Futuro e tinha como tema central “Estrangeiros”, cujas apresentações foram feitas em locais como embaixadas e o aeroporto internacional de Maputo.

Este ano, depois das experiências no Mindelo, é Lisboa, mais especificamente a Fundação Calouste Gulbenkian, que acolhe a quarta edição deste evento de arte contemporânea. Foram convidados 24 artistas de origem moçambicana, cabo verdiana, angolana e portuguesa que intervêm para propor um espaço de análise e crítica de situações diárias.A exposição inclui pinturas, vídeos, esculturas e grafittis feitos directamente nas paredes da sala de exposições.

Ocupações temporárias – Fundação e Museu Calouste Gulbenkian
Avenida de Berna, 45A
11 de Abril a 26 de Maio
Edifício Sede – galeria de exposições temporárias, Piso 01
Entrada livre

Porque recomendamos

A intervenção em Maputo foi muito bem recebida pela comunidade, o que deu origem a duas mais. Este espaço foi uma plataforma importante para a divulgação do trabalho de artistas africanos. A edição em Lisboa vem reafirmar a importância desta multiplicidade de vozes que origina uma variedade rica e complexa de visões sobre um mesmo tema. Tendo a recomendação da Gulbenkian é, com certeza, uma excelente proposta de cultura.

VITRINISMO/VISUAL MERCHANDISING
#1

Arte . Ecologia

“Green graffiti”

Anna Garforth é uma artista Londrina que centrou os holofotes em si por ter um espírito intervencionista baseado na incorporação da natureza na arte. Garforth grafitou paredes com spray de musgo em criações que intervêm no ambientalismo e alertam para a necessidade dos espaços verdes. Através desta inovação é possível fazer crescer musgo e, simultaneamente, mini ecosistemas em locais que, primeiramente, se achariam inóspitos, como paredes de cimento.

Qualquer pessoa poderá fazer a sua “tinta” de musgo para grafitar. Siga por AQUI e encontre o passo-a-passo.

Porque recomendamos

As questões ambientais são ciclicas a estarem na ordem do dia. Apesar de algumas vezes ausentes nunca se encontram esquecidas e é neste sentido que a invenção de Garforth é interessante. No entanto, não se limita aqui e consegue alcançar o estatuto de arte. Porque é possível criar arte urbana ecológica, que ofereça verde, natureza e ar puro aos espaços cinzentos.

E estes graffitis a cidade agradece!


imagens via Anna Garforth

#2
Arquitectura paisagista

“Nobel” português”

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, o equivalente ao Nobel na Arquitectura Paisagista. O prémio foi anunciado na Quarta-feira, 10 de Abril, e será entregue em Auckland, na Nova Zelândia, pela federação internacional do sector.
O objectivo do galardão é o de “reconhecer um arquitecto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão” refere-se no P3.

Gonçalo Pereira Ribeiro Telles conta com 70 anos de carreira de onde se distinguem , o Corredor Verde de Monsanto, a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa, os jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico.

Porque recomendamos

Os trabalhos que o arquitecto paisagista desenvolveu ofereceram um bem comum aos que deles podem disfrutar diariamente. Estes projecto, que deverão ser preservados, foram agora distinguidos através um prémio de reconhecimento internacional que eleva ainda mais a sua importância. É de nos orgulharmos com o que Portugal produz.


imagens via Publico, Flickr e Câmara Municipal de Lisboa

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