Chanel Show

Fall/Winter 2008
“O Carrossel”

Um carrossel gigante, animado de vida no Grand Palais, fez as delícias do show de Ready-To-Wear F/W 2008. Uma metáfora para a eterna viagem que é revisitar os clássicos da Chanel onde predominavam os maravilhosos detalhes que compõe o historial das peças históricas: laços, camélias, pérolas, as sabrinas, o casaco de tweed, a eterna 2.55, o chapéu de palhinha.

Fall/Winter 2010
“The Iceberg”

Um cenário relembrando o Pólo Norte/Sul foi o escolhido para Lagerfeld apresentar uma coleção onde brilharam os casacos de pêlo. Grandes pedaços de iceberg, transportados diretamente da Escandinávia, formavam os adereços centrais de um ambiente gélido. O chão fazia imaginar uma finissíma camada de gelo solidificada que, com o entrar do primeiro sttileto Chanel, se iria quebrar em mil partes.

Haute Couture Fall/Winter 2010
“Under the sign of the lion”

Um leão dourado de proporções gigantescas adornou o coração do Grand Palais para o desfile de Alta Costura F/W 2010 da Chanel. Inspirado no signo do zodíaco de Coco Chanel, o Kaiser mandou erguer um rei da selva de 12 metros, que envolveu 30 escultores e 3 meses de trabalho intenso, para ser a peça central. O leão tinha a pata em cima de uma pérola, símbolo da Chanel com os seus colares de pérolas, uma guarda ao legado da lendária criadora. Para o final do show, Lagerfeld reservou uma surpresa especial: Baptiste Giabiconi, o modelo favorito do criador, desfilou a última modelo vestido como um leão.

Spring/Summer 2010
“Vida Campestre”

Karl Lagerfeld foi buscar o espírito campestre da casa Chanel para montar um espetáculo, verdadeiramente, rural. Ao centro do Grand Palais um grandioso celeiro tomava de assalto todo o cenário, que se completava numa profusão de fardos de palha e flores. No rés-do-chão do celeiro, por baixo de um pequeno alpendre, Lily Allen tocava uma música country, rodeada de flores e no mais puro estilo Chanel. No final do show, Freja Beha Erichsen, Lara Stone e Baptiste Giabiconi, preferido do Kaiser, animaram o público, rolando na palha.

Fall/Winter 2011
“O Fim do Mundo”

“The world is a dark place” diria Lagerfeld quando terminou o espetáculo integrado num dos mais góticos cenários que a Chanel já apresentou. Uma floresta negra de fundo dá o mote para uma construção pormenorizada de um cenário pós-apocalíptico onde se encontra um caminho branco ladeado por pedras a escaldar. Talvez um vulcão tenha entrado em erupção e o negro seja o seu rasto de destruição, cinzas. O caminho branco será a salvação, até a uma porta/caixa Chanel, por onde as modelos saiam e entram. De fundo, toca uma nova interpretação de “A Forest”, dos Cure, onde impera a orquestra liderada por Michel Gaubert.

Haute Couture Fall/Winter 2011
“Les Allures de Chanel”

Pela altura do show, Lagerfeld tinha adquirido um set de stills do filme de 1927, “Metropolis”. Não será assim coindência este cenário de uma cidade futurista onde se delimita, a luzes de neon, os limites do Place Vendôme, com Napoleão subsituído por um robot de Coco. Esta será então o local onde Coco Chanel se move, uma cidade de negro, de candeeiros que lembram Paris, onde a chuva acabou agora de cair, conferindo ao chão um brilho. Um perfeito filme noir.


Imagens via Living Cool

Fall/Winter 2012
“The New Age”

A Chanel apresentou um cenário futurista para acompanhar a sua coleção Fall/Winter 2012. O Grand Palais viu nascer, no seu coração, estalagmites de cristal: “Nature’s the greatest designer,” referiu Lagerfeld apontando para um dos enormes cristais “These shapes are millions of years old.” O ambiente reporta a uma era de gelo, frio, que vê despertar novas formas para uma próxima era, representado nos cristais roxos.

Pre Fall 2012
“Paris-Bombay”

Karl Lagerfeld nunca esteve na Índia mas isso não o impediu de fazer toda uma coleção inspirada naquele país. Num espaço luxuoso são colocadas gigantescas mesas de banquete decoradas de forma excêntrica e excessiva: candelabrios de vidro, elegantes bouquets de flores em tons suaves, taças com as mais variadas frutas, licores, doces e bolinhos, maccaron coloridos e, o pormenor mais interessante, um comboio com o símbolo Chanel gravado, percorria todo o comprimento da mesa, em constantes viagens. Grandiosos candelabrios pendiam do teto para iluminar o salão. A música de cítara tocava em fundo.

Spring/Summer 2012
“What the Water Gave Me”

O Grand Palais foi transformado num sumptuoso fundo do mar, com direito a uma Vénus lendária. Florence Welch toma o lugar da Vénus de Botticelli, numa gigantesca concha branca, para concretizar a perfeita banda sonora com “What the Water Gave Me” enquanto modelos percorrem o cenário luxuosamente construído. Cavalos-marinhos, corais, conchas, pedras, peixes e búzios de um imaculado branco são distribuídos ao longo do set em recriação de uma vida marinha retirada de um sonho.

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